PRECEND – Parte A

PRECEND PARTE A

1º etapa do Programa de Recebimento e Controle de Efluentes Não Domesticos

O objetivo do PRECEND PARTE A é demonstrar o consumo de água e a geração de efluentes líquidos não domésticos, assim como demonstrar seu pré-tratamento, parâmetros físico-químicos e seu descarte na rede pública coletora de esgoto de uma determinada atividade/operação.

Para isso, o PRECEND Parte A apresenta informações gerais sobre o empreendimento, área, layout, consumo de água, processos produtivos que geram efluentes líquidos. Além de dados sobre a situação do tratamento de efluentes líquidos, plano de amostragem e análises físico-químicas, situação das redes existentes e desenhos técnicos.

Diagnóstico do PRECEND Parte A

O PRECEND Parte A requer um diagnóstico e levantamento técnico, físico e quantitativo, para demonstrar a atividade/operação e a consequente geração de efluentes não domésticos. Para isso temos alguns exemplos de etapas abaixo:

  • Identificação dos processos, setores e pontos de lançamento de efluentes domésticos;
  • Constatação dos setores e equipamentos geradores de efluentes não domésticos;
  • Identificação dos pontos de lançamento dos efluentes não domésticos;
  • Verificação do regime de lançamento e das especificações dos efluentes não domésticos;
  • Constatação dos processos de medição ou estimativa dos volumes;
  • Caracterização do tipo contaminante existente no efluente não doméstico (óleos, graxas, componentes químicos);
  • Realização do plano de amostragem para o monitoramento dos efluentes domésticos e efluentes não domésticos.

Nesse contexto, é importante dizer que caracterizam os pontos de geração de efluentes como Efluentes Domésticos (EDs) e Efluentes não Domésticos (ENDs).

Nesse sentido, efluentes domésticos não envolvem o processo de produção da empresa. Por exemplo, são os efluentes que vem de sanitários, pias de banheiros, cozinha e limpeza de piso das áreas administrativas.

Por outro lado, os efluentes não domésticos são todos aqueles que fazem parte do processo produtivo. Podemos citar a lavagem de máquinas e equipamentos, assim como a lavagem de mãos e limpeza do piso no setor de produção, entre outros.

PRECEND Parte A na prática

Eventualmente, para a execução do PRECEND Parte A, a empresa deve realizar o cadastro de redes hidráulicas em planta baixa, identificando os pontos de geração dos efluentes líquidos. Identificando também o tipo de efluente gerado (ED, END e Pluvial), por fim, os pontos de esgotamento e interconexões.

Em suma, o objetivo é identificar o caminho pelo qual o efluente liquido segue, desde o ponto de geração até a rede publica coletora de esgoto da COPASA.

Nesse sentido, caso o efluente doméstico tenha ligação a qualquer efluente não doméstico, chamam este ponto Ponto de Interconexão que também deve ser identificado em planta.

Da mesma forma, devem mencionar e representar a água pluvial, também, através da identificação das canaletas, calhas e tubulações que levam a água da chuva até a rede de drenagem.

Conclui-se que o cadastro de redes do PRECEND Parte A tem como objetivo verificar se encontram interconexões de END com outros tipos de efluentes líquidos (ED ou Pluvial) e demonstrar para a COPASA a situação atual do empreendimento. Posteriormente, na Parte B do projeto, propõem as adequações necessárias à Norma Técnica.

Plano de Amostragem do PRECEND

O Plano de Amostragem, elaborado pelo engenheiro responsável pelos projetos PRECEND, indica os pontos de coleta para verificação dos parâmetros físico-químicos dos efluentes líquidos não domésticos.

Conforme a Norma Técnica T. 187 dispõe sobre o lançamento de efluentes não domésticos no sistema de esgotamento sanitário da COPASA e define os parâmetros permitidos.

Segundo a norma, caso constatem parâmetros acima do permitido, a empresa deverá realizar o pré-tratamento dos efluentes não domésticos antes de lançá-los na rede.

Após a análise do PRECEND Parte A, a COPASA realiza uma vistoria e emite um Laudo de aprovação ou reprovação do projeto, com as considerações necessárias. Todavia, em caso de reprovação, o projeto deve ser revisado e adequado.

Se aprovado, a COPASA informa os locais para realizar a amostragem e o tipo de análise a ser realizada, além de fornecer os condicionantes para elaboração da Parte B do Programa.

“Explore os sites e use os mecanismos de busca para encontrar informações específicas. Lembre-se de que as legislações estão sujeitas a alterações, consulte sempre a última revisão.”

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