PRECEND Parte B
2º etapa do Programa de Recebimento e Controle de Efluentes Não Domésticos
O Programa PRECEND (Programa de Recebimento de Efluentes Não-Domésticos) que você pode conferir agora. Primeiramente vamos explicar mais a fundo as principais etapas do Projeto PARTE B – PRECEND – COPASA.
Para o desenvolvimento do Projeto PARTE B – PRECEND – COPASA consistem as seguintes etapas:
- Execução do Plano de Amostragem
- Projeto de Adequação: Unidade de Pré-Tratamento
- Projeto de Adequação: Projeto das redes de Esgotamento
- Elaboração do Plano de Automonitoramento
- Cronograma Físico Das Implantações e Desenhos
- Dúvidas Comuns
Execução do Plano de Amostragem – PRECEND Parte B
Primeiramente, realizam a coleta dos END (Efluente Não Doméstico) nos pontos geradores descritos no texto anterior de acordo com a indicação do Plano de Amostragem onde é definido quais são os pontos, a frequência se é simples (uma única alíquota no dia) ou composta (coleta durante o horário de operação do empreendimento, realizam ao menos 5 alíquotas no mesmo ponto afim de se obter um efluente cuja composição seja referente a 1 dia inteiro de operação normal) e quais os parâmetros a serem analisados como por exemplo:
Agentes Tensoativos – ATA, Alumínio Total; DBO, Dicloroeteno, DQO, Óleos e Graxas Totais, pH e etc. Após coletar e analisar esses efluentes tem-se em mãos o “Laudo de Análise de Efluentes Não Domésticos” que o laboratório emite, o qual servirá de base para a próxima etapa.
Projeto de Adequação: Unidade de Pré-Tratamento
Sobretudo, o tratamento dos esgotos é a remoção física, química ou biológica dos poluentes e microrganismos visando atender aos padrões de saúde e qualidade ambiental. Caso o “Laudo de Análise de Efluentes Não Domésticos” aponte parâmetros fora do permitido será necessário a concepção de uma unidade de pré-tratamento de efluentes líquidos.
Pode ser desde uma simples caixa de gordura padrão a soluções mais complexas como, Dosadores de Ph, Sistemas Separadores Água e Óleo ou R.A.F.A (Reator Anaeróbio de Fluxo Ascendente) por exemplo. O tratamento necessário para atingir os parâmetros estabelecidos pela NT 187 da COPASA geralmente é primário ou secundário.
Projeto de Adequação: Projeto das redes de Esgotamento
Caso constatado no Projeto Parte A no item Cadastro das Redes Hidráulicas e das Instalações de Esgotamento Sanitário que existem interconexões (quando há ligação entre diferentes tipos de efluentes. Ex.: conexão de Água Pluvial com Efluente Doméstico ou Não Doméstico) nas redes hidráulicas será necessário idealizar um Projeto de Adequação das redes de Esgotamento.
Contudo, de nenhuma forma permitem a conexão de Água Pluvial (água proveniente da chuva) com qualquer outro tipo de efluente. Podem unificar o ED (Efluente Doméstico) e o END (Efluente Não Doméstico), após o pré-tratamento, para posterior descarte na rede pública coletora de esgotos.
Além de que, devem propor soluções para a eliminação de todos os pontos de interconexão entre as redes. Desde alterações nas Caixas de Passagens, adequações ao PL, Instalação ou remoção de pias, assim como instalação de canaletas ou calhas.
Plano de Auto Monitoramento – PRECEND
Utilizam o Auto Monitoramento como forma de á COPASA que as soluções propostas pelo empreendedor estão operando de acordo com o proposto, e os parâmetros do Efluente descartado na rede pública coletora de esgotos está dentro do aceitável pela NT 187.
Dessa forma, a empresa se auto monitora, realizando coletas e análises do seu END (Efluente Não Doméstico) dentro da frequência estabelecida pela COPASA. O Plano de Auto Monitoramento indica os Pontos de Amostragem, Frequência, Parâmetros e tipo de coleta que realizarão. Assim, após a aprovação do Projeto Parte B a empresa deve cumprir as obrigações de contrato com a COPASA e realize os RAM sem maiores complicações.
Cronograma Físico Das Implantações e Desenhos para o PRECEND
Durante o desenvolvimento do Projeto PARTE A, realizaram o Cadastro das Redes Hidráulicas e das Instalações de Esgotamento Sanitário. Além de no Projeto PARTE B foi realizado o Plano de Amostragem, assim temos informações suficientes para definir o necessário para realizar em termos de adequações físicas e implantações.
Então é definido um Cronograma Físico Das Implantações, como supracitado: “seja para implantação de uma unidade de pré-tratamento, implantação de um plano de consciência ambiental ou para alterações de processos. A ideia é apresentar de forma clara como será esta implantação, qual prazo, e como será sua manutenção.”
E os Desenhos são os Levantamentos “Arquitetônicos” (Situação, Locação, Lay-Out Físico e Planta Baixa) realizados no Projeto Parte A porém neste momento deverá constar itens específicos do Projeto Parte B como Situação Proposta onde se detalha quais serão as alterações nas redes hidráulicas ou ou caixas de passagens por exemplo.
Finalizando estas etapas, protocolam o projeto na COPASA para análise, no qual pode ser aprovado ou reprovado. Atualmente, não obrigam o empreendimento a executar nenhuma alteração física no estabelecimento. Entretanto, caso seja indicado e esteja de comum acordo com a Consultoria, adiantam algumas das adequações afim de reduzir o custo final do programa.
Então, caso aprovado, enviarão o Laudo de Aprovação – Projeto Parte B e a COPASA poderá solicitar à empresa para desenvolver o R.A.M. (Relatório de Auto Monitoramento) e a atender às Condicionantes de Aprovação do Projeto Parte B como por exemplo:
- Executar as adequações propostas
- Eliminar as interconexões nas redes hidráulicas
- Implantar plano de consciência ambiental.
Porém, caso reprovado, o empreendedor solicita uma nova edição com correção dos itens mencionados no Laudo de Reprovação – Projeto Parte B.